Projeto de ouro oxidado Cuiú Cuiú, da Cabral Gold no Brasil, inicia operações de mineração e empilhamento
2026-07-16 09:39
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De acordo com pt.wedoany.com-A Cabral Gold Inc., do Brasil, iniciou as operações de mineração e empilhamento em seu projeto de ouro oxidado Cuiú Cuiú, marcando um passo crucial na transição da empresa de uma pura exploradora para uma produtora de ouro. O presidente e CEO Alan Carter disse ao Crux Investor que a comissionamento da primeira fase de lixiviação em pilhas atingiu marcos importantes, com cerca de 85% das obras de construção concluídas e mais de 90% dos custos do projeto garantidos por contratos. Com o preço do ouro recuando das máximas recentes e a volatilidade do mercado aumentando, a velocidade de produção e os custos da nova capacidade estão sob maior escrutínio.

A ideia central da planta da primeira fase é processar diretamente o material oxidado intemperizado acima do principal depósito de ouro, produzindo ouro sem a necessidade de perfuração, detonação, britagem ou moagem, gerando assim fluxo de caixa inicial para apoiar uma exploração em maior escala. O minério do depósito MG está sendo extraído, passando por classificação granulométrica para remover rochas grossas e aglomerado com cimento, sendo empilhado na primeira pilha de lixiviação por meio de transportadores móveis. Carter afirmou que, há 9 meses, a empresa era uma pura exploradora e agora está rapidamente se transformando em uma produtora júnior de ouro.

O circuito seco (da mineração ao processamento inicial e empilhamento do minério) está praticamente comissionado, e o circuito úmido (recuperação de ouro da solução de lixiviação) é o próximo foco. A infraestrutura crítica restante é a planta ADR, que extrai ouro da solução rica de lixiviação por meio de colunas de carbono e produz barras de ouro. A planta foi construída e parcialmente comissionada pela Como Engineering em Perth, Austrália, e já foi enviada ao Brasil, com previsão de chegada ao local no final de julho de 2026, necessitando de algumas semanas para montagem. Os tanques de armazenamento de solução, colunas de carbono e instalações de contenção de solução da empresa já estão concluídos. Carter distinguiu entre a primeira produção de ouro e a produção comercial: a produção comercial de ouro está prevista para o quarto trimestre, podendo a produção de ouro começar antes disso. A orientação da empresa é realizar o comissionamento do circuito úmido no terceiro trimestre de 2026 e aumentar para capacidade total no quarto trimestre.

Atualmente, há cerca de 308 funcionários e contratados no local, todos brasileiros, dos quais aproximadamente 61% são do estado do Pará. A administração afirma que os gastos estão basicamente alinhados com o escopo do estudo de pré-viabilidade de julho de 2025, que modelou um custo total de sustentação de aproximadamente US$ 1.210 por onça para a primeira fase. Carter destacou que, mesmo com o ouro recuando das máximas recentes, esse custo ainda representa uma margem de lucro significativa. A empresa também identificou oportunidades para expandir a escala das operações da primeira fase, já tendo iniciado trabalhos preliminares, e espera fornecer orientações ao mercado nas próximas semanas ou meses.

Os trabalhos de exploração estão avançando simultaneamente, com seis sondas operando na área do projeto Cuiú Cuiú. Resultados recentes incluem um relatório divulgado em 23 de junho de 2026 confirmando uma nova zona de mineralização entre os depósitos de ouro Central e PDM, e um relatório divulgado em 11 de junho sobre uma perfuração superficial no depósito MG que interceptou 25 metros com teor de 7,47 g/t de ouro (incluindo 10 metros com teor de 17,09 g/t de ouro). A empresa está modelando seis depósitos de ouro em toda a área do projeto (eram três na última atualização), e a área de concessão possui cerca de 50 alvos não testados onde perfurações, trincheiras ou amostragem de cascalho já identificaram ouro. Carter mencionou que um campo de cascalho com teor médio de 3 onças por tonelada é um exemplo do potencial de escala ainda a ser testado. A Cabral espera divulgar uma estimativa global de recursos atualizada até o final de 2026.

Carter observou que o preço das ações da empresa permaneceu relativamente firme no setor júnior de ouro. Os dois maiores catalisadores para o restante de 2026 são alcançar a produção comercial de ouro e divulgar a estimativa de recursos atualizada para toda a área, ambos apoiados por resultados contínuos de perfuração. Para os investidores, uma reavaliação do valor é mais provável de ocorrer após a efetivação da produção comercial. O objetivo da Cabral é alcançar a produção comercial no quarto trimestre de 2026.

No contexto da queda do ouro em relação às máximas recentes, a baixa intensidade de capital e a economia de entrada em produção do projeto Cuiú Cuiú se destacam. Carter afirmou que, mesmo com a correção do preço do ouro, a produção de ouro a um custo total de sustentação estimado de cerca de US$ 1.200/onça proporcionará margens de lucro enormes. A metalurgia simplificada, a baixa razão de estéril/minério e a ausência de britagem ou moagem se traduzem em uma base de custos mais resiliente a flutuações em comparação com operações de rocha dura de maior custo. A estratégia da empresa é usar o fluxo de caixa da primeira fase para financiar os trabalhos necessários para avançar o recurso de rocha dura primária em maior escala, reduzindo a dependência do mercado de ações.

A Cabral Gold iniciou a mineração e o empilhamento em seu projeto de ouro oxidado Cuiú Cuiú, no Brasil, com cerca de 85% da construção e comissionamento concluídos. A planta ADR já foi enviada ao país, com previsão de chegada ao local no final de julho de 2026, estabelecendo a base para o comissionamento do circuito úmido no terceiro trimestre e a produção comercial de ouro no quarto trimestre. A administração afirma que os gastos estão basicamente alinhados com o estudo de pré-viabilidade de 2025 e já sinalizou a possibilidade de expandir a escala das operações, com orientações esperadas nas próximas semanas. Seis sondas continuam operando, e a Cabral está atualmente modelando seis depósitos de ouro, com o objetivo de atualizar a estimativa de recursos até o final de 2026.

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