Ceará, no Brasil, afirma que excedente de 2.800 MW de energia renovável impulsiona data centers
2026-07-18 15:53
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De acordo com pt.wedoany.com-O governo do Ceará emitiu esclarecimentos sobre as críticas do IDEC à lei de data centers, enfatizando que o marco regulatório aprovado pela Assembleia Legislativa é um passo decisivo para consolidar o estado como um polo tecnológico global, proporcionando a segurança jurídica necessária para atrair investimentos estruturais. Em comunicado divulgado à imprensa, o governo afirmou que a lei foi elaborada com foco em eficiência administrativa e rigor ambiental, estabelecendo diretrizes claras de licenciamento de acordo com o porte dos projetos.

O projeto de lei define três categorias com base na carga de tecnologia da informação (TI): a primeira categoria (até 5 MW), cujo licenciamento é principalmente de responsabilidade municipal; a segunda categoria (5 MW a 50 MW) e a terceira categoria (acima de 50 MW/hiperescala), ambas sujeitas à fiscalização da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace). O governo estadual afirmou que essa regulamentação visa atender às necessidades de infraestrutura crítica exigida para suportar cargas computacionais de inteligência artificial, atraindo projetos de grande porte, como o megacomplexo OMNIA/ByteDance (TikTok) em Pecém. O investimento inicial deste projeto está estimado em 16 bilhões de reais, dos quais 12 bilhões de reais serão destinados à infraestrutura física e 4 bilhões de reais ao investimento em geração de energia renovável. Na fase de maturidade, o investimento total deverá atingir 200 bilhões de reais.

A sustentabilidade e a preservação de recursos escassos são um dos pilares da estratégia de data centers do Ceará. Diferentemente de modelos internacionais que enfrentam resistência devido ao alto consumo de água, o projeto OMNIA utiliza tecnologia de circuito fechado (chillers resfriados a ar), reduzindo o consumo de água para apenas 20 m³ por dia, o equivalente ao consumo de menos de 50 famílias, representando apenas 0,045% da demanda de água residencial do município de Caucaia. Além disso, o Ceará possui uma vantagem competitiva estratégica com um excedente de 2.800 MW de energia renovável (eólica e solar), permitindo que novas operações funcionem sem sobrecarregar a rede elétrica pública.

Além da região metropolitana de Fortaleza, que já concentra 16 cabos de conexão submarina internacional, a estratégia do estado visa expandir a tecnologia para o interior. Por meio da Empresa de Tecnologia da Informação do Estado (Etice), o governo planeja licitar seis pares de fibra óptica do Anel Digital do Ceará (CDC), uma espinha dorsal de 5.955 km que integrará diretamente a infraestrutura de dados aos centros de geração de energia limpa no interior.

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