De acordo com pt.wedoany.com-A Agência de Promoção de Investimento Privado do Peru (ProInversión) está preparando um portfólio com 86 projetos de infraestrutura, totalizando US$ 40 bilhões, previstos para serem implementados entre 2026 e 2028, a fim de reduzir o déficit de infraestrutura do país.
Esse portfólio inclui aditivos a contratos existentes em diferentes setores. Entre os projetos de curto prazo, o corredor rodoviário Santa – Pte Chuquicara – Tauca – Dv. Sihuas, na região de Áncash, tem investimento de US$ 965 milhões; os novos terminais portuários (Saramiza e Iquitos), na região de Loreto, US$ 205 milhões; o anel viário de Cusco, US$ 738 milhões; a rodovia Empalme 1B – Buenos Aires – Canchaque, US$ 179 milhões; as obras de captação e adução de água para abastecimento de água potável em Lima, US$ 780 milhões; o teleférico de Choquequirao, US$ 412 milhões; e o terminal internacional de Chimbote, US$ 463 milhões.
Entre janeiro e julho de 2026, a ProInversión adjudicou seis projetos e dois aditivos contratuais, no valor superior a US$ 2,455 bilhões, abrangendo as áreas de saneamento, transmissão elétrica, aeroportos e saúde.
O portfólio de curto prazo inclui 29 projetos, no valor de US$ 4,962 bilhões, além de sete aditivos contratuais, no valor de US$ 7,195 bilhões. O portfólio de médio prazo contém 39 projetos, no valor de US$ 20,852 bilhões, distribuídos em 18 regiões; o de longo prazo considera 18 projetos, no valor de US$ 7,796 bilhões.
A dimensão desse portfólio corresponde ao déficit de infraestrutura do país, que, segundo especialistas, ultrapassa US$ 110 bilhões.
De 2002 a 2025, o Peru adjudicou 252 projetos de infraestrutura, totalizando cerca de US$ 51 bilhões, dos quais 145 projetos (US$ 39 bilhões) correspondem ao modelo de parceria público-privada (PPP).
O ex-ministro da Economia, Luis Miguel Castilla, disse à BNamericas que, durante o governo de Keiko Fujimori, as PPPs serão fundamentais para reduzir o déficit, mas ainda enfrentam três grandes desafios: altos níveis de cofinanciamento público; questões não financeiras, como a regularização fundiária, e interferências que levam a arbitragens internacionais; e a renegociação de concessões que estão próximas do vencimento.
Em seu discurso de posse em 28 de julho, a presidente Fujimori comprometeu-se a promover projetos emblemáticos, redes rodoviárias, aeroportos e portos. Ela também destacou que, juntamente com as grandes obras, serão priorizadas barragens, diques, canais de irrigação, tubulações e estações de bombeamento, além da expansão do acesso à água potável por meio de estações de tratamento e sistemas de distribuição. Ela também mencionou estradas e rodovias modernas e seguras. No entanto, várias das iniciativas prioritárias mencionadas pela presidente ainda estão em estágio inicial de desenvolvimento, com estudos ainda não concluídos ou processos de liberação de terras em andamento.
A Câmara Peruana de Construção (Capeco) e a Associação Nacional de Construção e Infraestrutura alertaram recentemente para uma grave paralisação nas obras públicas, com mais de 12.000 projetos sem financiamento, incluindo escolas, hospitais, sistemas de água potável e saneamento, e rodovias. Diante dessa situação, eles propuseram a necessidade de implementar um estímulo à recuperação.
Castilla destacou: "O governo apostará em PPPs e em obras por impostos, buscando execução eficaz e serviço à população, mas a tarefa não será fácil."









