O Brasil oficialmente declarou que suas granjas avícolas comerciais estão livres da influenza aviária altamente patogênica (IAAP) após completar um período de parada sanitária de 28 dias, sem novos surtos registrados há 33 dias, a partir de junho de 2025. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 18 de junho, confirmando a conclusão de todas as medidas sanitárias exigidas.
O período de parada sanitária começou em 22 de maio, após a desinfecção de uma granja em Montenegro, no Rio Grande do Sul, onde o único surto confirmado de IAAP em uma unidade avícola comercial ocorreu em 16 de maio. Sem casos adicionais detectados, o Brasil cumpriu os protocolos internacionais, reforçando seu status de livre de doença e apoiando os esforços para retomar as exportações de aves.

Carlos Fávaro, Ministro da Agricultura, declarou: "Não celebramos uma crise, mas devemos reconhecer a força de nosso sistema sanitário, que respondeu com total transparência e eficiência. Contivemos o surto, seguimos todos os protocolos internacionais e, agora, avançamos de maneira responsável para a recuperação do comércio internacional".
A Secretaria de Defesa Agrícola do Mapa gerenciou o processo de notificação, seguindo padrões técnicos rigorosos e a transparência. O processo, desde a detecção do surto até o período de parada sanitária e a autodeclaração, foi minuciosamente documentado. O Brasil também iniciou discussões com os países que impuseram restrições temporárias à importação para acelerar a reapertura desses mercados.
Carlos Goulart, Secretário de Defesa Agrícola do Mapa, comentou: "Chegamos ao final do período de parada sanitária com a formal autodeclaração de que o Brasil está livre da influenza aviária em granjas avícolas comerciais. Isso reforça a credibilidade de nosso sistema sanitário e representa um passo decisivo para a normalização das exportações".
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), liderada pelo presidente Ricardo Santin, acolheu a declaração, destacando sua importância para a recuperação das exportações. Santin declarou: "O período de parada sanitária de 28 dias representa dois ciclos completos de vida do vírus, garantindo que a granja afetada esteja completamente segura. Esta autodeclaração restaura nosso status sanitário. Em um momento em que dezenas de países - incluindo todos os principais produtores de aves - estão lutando contra surtos em suas cadeias de produção, o Brasil superou com sucesso a única ocorrência na história de seu setor avícola".
O controle bem-sucedido do surto fortalece a posição do Brasil nos mercados globais de aves. A indústria é otimista em relação ao retorno das atividades de exportação normais, contribuindo para a segurança alimentar global enquanto mantém padrões sanitários rigorosos.









