Um estudo recente publicado no Journal of Structural Engineering revelou um novo sistema de conexão de madeira, trazendo novas esperanças para melhorar o desempenho sísmico de estruturas de madeira e potencialmente resolver problemas de engenharia complexos da indústria.
Os fixadores tradicionais de madeira, como parafusos e porcas, têm limitações em termos de rigidez, resistência e dissipação de energia. Os Drs. Dylan C. Neves e Joshua E. Woods da Queen's University, Canadá, apontam que as conexões tradicionais de madeira frequentemente atuam como os principais elementos de cedência durante terremotos, mas sua resistência excessiva, ductilidade limitada e comportamento histerético de "pinchamento" restringem sua capacidade de dissipação de energia. A nova conexão com restrição à flambagem estudada combina uma haste de aço colada com um fusível axial de restrição à flambagem, formando um mecanismo dúctil completamente oculto. Sob cargas sísmicas, este mecanismo pode se deformar de forma controlada, e o fusível axial pode ser substituído após um forte terremoto, oferecendo um caminho para a reparação de estruturas de madeira de grande volume, o que é significativo para expandir a aplicação de novas madeiras em áreas de alta atividade sísmica.
Os testes realizados pelos pesquisadores mostraram que a resistência desta nova conexão de madeira pode atingir 300 kN, com potencial para suportar cargas ainda maiores. O sistema atingiu a resistência de projeto prevista com um erro inferior a 10%, apresentou baixo grau de super-resistência e uma relação de ductilidade consistentemente superior a 10. Também foram observados laços de histerese amplos e estáveis, sem o fenômeno de "pinchamento" comum em conexões parafusadas, indicando uma capacidade de dissipação de energia significativamente melhorada. Em testes posteriores, após a substituição do fusível axial e repetição dos testes, o desempenho da conexão permaneceu inalterado, confirmando a viabilidade de sua reparabilidade pós-sísmica. À medida que as estruturas de madeira de grande porte se tornam cada vez mais altas e complexas, o design sísmico tem recebido grande atenção.









