Segundo a Reuters, citando fontes próximas ao assunto, a gigante energética Shell está considerando sair da região de xisto de Vaca Muerta, na Argentina. O relatório indica que a empresa pode vender parcial ou totalmente seus ativos na área, em uma transação que pode ser avaliada em bilhões de dólares. Vaca Muerta, uma importante formação de xisto betuminoso e gás natural do mundo, já atraiu várias empresas internacionais de energia para o seu desenvolvimento.
A Shell entrou na região em 2012 e atualmente opera quatro blocos e detém participações majoritárias. Em 2024, a produção total de petróleo e gás da empresa em Vaca Muerta atingiu 15,6 milhões de barris. De acordo com a Shell, algumas das instalações de produção atingem o ponto de equilíbrio com o preço do petróleo Brent a US$ 50 por barril.
A região de xisto de Vaca Muerta (que em espanhol significa "vaca morta") tem características geológicas semelhantes às do xisto de Eagle Ford. Estima-se que seus recursos recuperáveis incluam 16 bilhões de barris de petróleo e 308 trilhões de pés cúbicos de gás natural, tornando-a a segunda maior reserva de gás de xisto e a quarta maior reserva de petróleo de xisto do mundo.
Graças aos recursos da região, a produção diária de petróleo da Argentina no ano passado ultrapassou 816 mil barris, um recorde histórico, tornando o país o quarto maior produtor de petróleo da América Latina. Esse progresso aumentou a atratividade do país para investidores em energia.
O plano de alienação de ativos da Shell faz parte dos ajustes estratégicos promovidos pelo CEO Wael Sawan, com o objetivo de focar nos negócios principais. Nos últimos anos, a empresa obteve resultados variados em seu processo de transição energética e arcou com os custos correspondentes. A potencial venda dos ativos de xisto de Vaca Muerta oferece uma oportunidade para a Shell otimizar seu portfólio de ativos.









