O governo brasileiro anunciou recentemente que implementará medidas antidumping definitivas sobre aço pré-pintado importado da China e da Índia. A decisão foi tomada pelo Comitê de Gestão Executiva, subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em reunião, e foi oficialmente publicada em 28 de janeiro de 2026. A medida terá validade máxima de cinco anos.
A Associação Brasileira do Aço (Aço Brasil) emitiu uma declaração afirmando: "A Aço Brasil reconhece positivamente a decisão do Comitê de Gestão Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) na reunião de 28 de janeiro de elevar a alíquota de importação para nove produtos de aço para 25%. A associação considera que esta medida é uma ação adicional no sistema de defesa comercial, com o objetivo de limitar a importação anormal de aço."
De acordo com a nota técnica divulgada oficialmente, os órgãos relevantes consultaram dados de análise do mercado global de aço da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Essas informações apontam para a existência de excesso de capacidade global, práticas de subsídio em alguns países e uma tendência de queda nos preços internacionais do aço.
O setor siderúrgico declarou que, embora o número de códigos tarifários disponíveis para ajuste seja limitado, reconhece a postura positiva do governo ao aprovar esta medida. Desde 2024, 16 códigos tarifários já foram incluídos no mecanismo de administração por contingentes tarifários.
Diante da intensificação da competição no mercado internacional de aço, o setor mantém-se atento. Vários países já implementaram medidas de proteção comercial mais abrangentes do que as do Brasil, o que pode aumentar a possibilidade de desvio de importações de aço para o mercado brasileiro.
A Aço Brasil enfatizou em sua declaração: "O governo precisa monitorar continuamente a dinâmica das importações de aço, analisando as causas do fluxo anormal de produtos, para evitar impactos de longo prazo nas empresas produtoras domésticas e impedir que a onda afete a cadeia produtiva relacionada." Fontes de informação indicam que esta declaração é proveniente da Associação Brasileira do Aço e do Gabinete de Assessoria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.









