Uma equipa de investigação da Universidade do Texas, nos EUA, desenvolveu recentemente um novo material térmico de madeira, capaz de regular a temperatura dos edifícios sem depender de eletricidade, oferecendo uma solução inovadora para a construção sustentável. Esta tecnologia baseia-se no princípio da mudança de fase, armazenando o calor ambiente durante o dia e libertando energia térmica à noite, conseguindo assim um equilíbrio autónomo da temperatura no interior dos edifícios.
A Dra. Shuang Cui, professora assistente de Engenharia Mecânica, afirmou: "Este material é semelhante a uma bateria térmica, que 'carrega' através da absorção de calor." A tecnologia de mudança de fase permite que o material absorva energia térmica ao fundir e liberte calor ao solidificar, reduzindo significativamente a dependência dos edifícios em sistemas ativos de aquecimento e arrefecimento, melhorando a eficiência energética.
Os materiais de mudança de fase tradicionais enfrentam problemas de fuga na aplicação prática, especialmente durante a transição do estado líquido para o sólido. A equipa de investigação resolveu este problema ao remover a lignina da madeira, mantendo a estrutura porosa de celulose e preenchendo os poros com uma mistura de material de mudança de fase e plástico macio. O componente plástico não só fixa o material de armazenamento de calor, como também aumenta a resistência estrutural global.
Testes laboratoriais mostraram que o material térmico de madeira manteve propriedades mecânicas intactas e um registo de zero fugas após 1000 ciclos de aquecimento e arrefecimento. A Dra. Hongbing Lu, coautora do estudo, destacou: "Este material compósito à base de madeira combina características de economia de energia e durabilidade, sendo adequado para aplicações de longo prazo na construção civil."
Atualmente, a equipa de investigação está a colaborar com instituições como o Laboratório Nacional Rocky Mountain e a Universidade da Califórnia, Berkeley, para promover o aperfeiçoamento e a comercialização desta tecnologia. Os resultados da investigação foram publicados na revista académica "Materials Today Energy".









