De acordo com pt.wedoany.com-A Agência Nacional de Mineração (ANM) vai modificar as regras de emissão da Guia de Utilização, um modelo simplificado de autorização de mineração que deveria ser concedido em situações excepcionais, passando a exigir que o requerente obtenha previamente a licença ambiental. A decisão foi tomada pela diretoria da ANM nesta quarta-feira (27).

Além da exigência de licença ambiental prévia, a ANM também restabelecerá a discricionariedade técnica no processo de aprovação, para aumentar o rigor na análise dos pedidos, deixando de lado a abordagem mais procedimental e vinculante que vinha sendo adotada anteriormente.
Em votação unânime, a diretoria da ANM destacou que a agência planejava uma "revisão profunda" desta norma, mas precisou antecipar as alterações para atender prontamente às exigências do Tribunal de Contas da União (TCU), formalizadas por meio do Acórdão nº 29/2026.
Durante o período de consulta pública, a ANM recebeu diversas críticas de empresas de mineração. Companhias, como as do setor de rochas ornamentais, por exemplo, dependem de um processo de aprovação mais ágil para responder à demanda do mercado. Por outro lado, o TCU, assim como órgãos de controle como o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), constataram que a Guia de Utilização estava sendo usada por mineradoras para extrair minério antecipadamente, contornar exigências ambientais e evitar a autorização final de lavra, que requer um processo mais demorado.
O relator do caso na ANM, diretor Mauro Sousa, afirmou que um "amplo estudo" realizado pela agência revelou "fragilidades" nos mecanismos de controle, análise e fiscalização da ANM, ao mesmo tempo em que apontou uma tendência de aumento no uso da Guia de Utilização. Sousa declarou que a questão já vinha sendo discutida internamente na agência antes mesmo das manifestações dos órgãos de controle, fossem eles internos, externos ou, pontualmente, do Ministério Público.
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