De acordo com pt.wedoany.com-No projeto da linha ferroviária Indore-Budni, na Índia, uma tuneladora gigante escavou 100 metros em dois meses na pior categoria de rocha, conhecida como Classe V, concluindo a fase inicial de travessia de um terreno geologicamente extremamente instável.

Escavar um túnel em condições normais já não é fácil, mas a rocha Classe V, sendo a categoria mais fraca, mais fraturada e mais instável, desaba continuamente durante a escavação, em vez de se manter estável. O Túnel 2 do projeto da linha ferroviária Indore-Budni está avançando exatamente nesse tipo de terreno. Embora a conclusão dos primeiros 100 metros em dois meses possa parecer um progresso limitado, cada passo enfrenta o risco de desabamento, tornando este avanço digno de nota.
Ao escavar em rocha dura, o túnel pode se auto-sustentar por um curto período, facilitando o reforço das paredes. Já na rocha Classe V, o terreno, semelhante a areia úmida compactada, afunda e desliza, apresentando risco de soterramento, exigindo suporte imediato a cada metro escavado. Isso requer uma coordenação precisa entre escavação, reforço e avanço, além de um controle contínuo do risco de desabamento.

As tuneladoras modernas escavam com dentes rotativos, removendo simultaneamente os detritos e instalando o revestimento. Ao enfrentar o terreno Classe V, cada avanço deve ser calculado para evitar desabamentos, e às vezes a velocidade é reduzida por segurança. Escavar 100 metros nessas condições demonstra a capacidade da equipe de engenharia em equilibrar força e controle preciso.
O objetivo da construção deste túnel é melhorar a conexão ferroviária regional. A linha Indore-Budni encurta a distância com o túnel, permitindo que os trens atravessem a montanha em linha reta, em vez de contorná-la, aumentando a eficiência do transporte de pessoas e cargas. A Índia está atualmente em um período de intensos investimentos em infraestrutura, acelerando a modernização da rede de transportes. Superar obstáculos geológicos como a rocha Classe V faz parte desse processo, refletindo a direção do planejamento para a construção ferroviária em condições geológicas adversas.
Um túnel reto permite que os trens mantenham a velocidade e suportem maior peso, economizando combustível, tempo e desgaste ao longo de décadas de operação, em comparação com linhas que contornam o terreno com curvas e rampas, compensando assim os altos custos de escavação. Manter a rota através da montanha, mesmo em condições geológicas adversas como a rocha Classe V, é economicamente justificável a longo prazo.

As obras subsequentes do Túnel 2 da linha ferroviária Indore-Budni ainda precisam continuar, mas os primeiros 100 metros de escavação provam que, com suporte técnico, mesmo enfrentando a pior categoria de rocha, o projeto tem possibilidade de sucesso.
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