De acordo com pt.wedoany.com-A Prefeitura de São Paulo aprovou R$ 324,3 milhões para que cinco empresas operadoras de transporte público adquiram ônibus elétricos, que serão incorporados às linhas municipais gerenciadas pela SPTrans (São Paulo Transporte). Considerando o custo médio de R$ 3 milhões por ônibus elétrico, o montante é suficiente para adquirir cerca de 100 veículos.

O subsídio funciona da seguinte forma: as empresas pagam um terço do valor (equivalente ao preço de um ônibus a diesel, mais barato), e a Prefeitura complementa os dois terços restantes para atingir o preço total. A autorização para o "empenho" (uso efetivo) desses recursos foi publicada na segunda-feira, 1º de junho de 2026.
Os veículos serão distribuídos entre cinco empresas que operam em diferentes regiões: Zona Leste (Transunião), Zona Norte (Sambaíba), Zona Sudeste (Movebuss), Zona Noroeste (Alfa Rodobus) e Zona Sudoeste (KBPX). Os recursos são provenientes de financiamento entre a Prefeitura e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo o Diário do Transporte, uma semana antes dessa liberação (25 de maio de 2026), a MoveBuss já havia recebido um lote de 45 veículos novos, incluindo o ônibus de número 1.000 fabricado pela Eletra, montadora nacional sediada em São Bernardo do Campo (SP). Atualmente, São Paulo concentra cerca de 80% da frota de ônibus elétricos do país, com aproximadamente 1.300 unidades. Apesar do número expressivo, está muito aquém da meta de 2.600 unidades que deveria ter sido atingida em dezembro de 2024. A Prefeitura atribui o atraso principalmente à insuficiência da infraestrutura da rede da ENEL para suportar a demanda de energia elétrica.
Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus de São Paulo estão proibidas de comprar veículos a diesel. Com a lentidão na eletrificação, a frota operacional está cada vez mais envelhecida. A SPTrans, gestora do sistema municipal, já ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 para 13 anos; para os micro-ônibus (micrões), o limite passou a ser de 14 anos de modelo e 15 de fabricação. A meta atual é mais modesta: adicionar mais 2.200 ônibus de baixa poluição até 2028, considerando também a possibilidade de uso de veículos movidos a biometano (combustível obtido da decomposição de resíduos).
A distribuição por empresa é a seguinte:
MOVEBUSS SOLUÇÕES EM MOBILIDADE URBANA LTDA. —— R$ 38.369.861,20 (trinta e oito milhões, trezentos e sessenta e nove mil, oitocentos e sessenta e um reais e vinte centavos), Grupo de Distribuição Local, Lote D8
MOVEBUSS SOLUÇÕES EM MOBILIDADE URBANA LTDA. —— R$ 47.962.326,50 (quarenta e sete milhões, novecentos e sessenta e dois mil, trezentos e vinte e seis reais e cinquenta centavos), Grupo de Distribuição Local, Lote D8
Total Movebuss: R$ 86.332.187,70
SAMBAÍBA TRANSPORTES URBANOS LTDA —— R$ 119.892.748,80 (cento e dezenove milhões, oitocentos e noventa e dois mil, setecentos e quarenta e oito reais e oitenta centavos), Grupo Estrutural, Lote E2
ALFA RODOBUS TRANSPORTES ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SPE LTDA. —— R$ 38.369.861,20 (trinta e oito milhões, trezentos e sessenta e nove mil, oitocentos e sessenta e um reais e vinte centavos), Grupo de Distribuição Local, Lote D4
CONSÓRCIO KBPX —— R$ 38.844.337,68 (trinta e oito milhões, oitocentos e quarenta e quatro mil, trezentos e trinta e sete reais e sessenta e oito centavos), Grupo de Coordenação Regional, AR 7
TRANSUNIÃO TRANSPORTES S/A —— R$ 40.958.028,32 (quarenta milhões, novecentos e cinquenta e oito mil, vinte e oito reais e trinta e dois centavos), Grupo de Distribuição Local, Lote D3
Total das empresas de ônibus: R$ 324.397.163,70
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