Sete nações insulares do Pacífico assinam carta para reformar a navegação doméstica
2026-06-15 18:15
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De acordo com pt.wedoany.com-Os ministros de sete nações insulares do Pacífico — Fiji, Estados Federados da Micronésia, Kiribati, Nauru, Ilhas Marshall, Tuvalu e Vanuatu — assinaram a Carta da Parceria para a Navegação Azul no Pacífico (PBSP), comprometendo-se a uma reforma abrangente do setor de navegação doméstica na Oceânia. A parceria foi formalmente estabelecida durante a primeira reunião do Conselho Ministerial da PBSP, realizada em Majuro, e espera-se que Palau e Tonga também adiram.

A sede da PBSP será em Majuro, nas Ilhas Marshall, e o Ministro dos Transportes das Ilhas Marshall, Hilton Kendall, foi eleito como o primeiro presidente. Kendall descreveu a assinatura como "um momento histórico para a cooperação no Pacífico" e afirmou que a carta transforma uma visão comum numa instituição permanente para impulsionar a transição para um transporte marítimo mais limpo, resiliente e económico.

O estabelecimento desta parceria visa enfrentar os desafios de longa data enfrentados pela navegação doméstica na região do Pacífico. Navios antigos operam algumas das rotas insulares mais longas e caras do mundo. Uma das suas principais prioridades será candidatar-se ao Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund) para apoiar uma frota demonstrativa de navios movidos a velas de baixo carbono, ao mesmo tempo que investe em instalações de manutenção marítima, programas de formação e capacitação institucional.

A iniciativa baseia-se na liderança climática demonstrada pelas nações do Pacífico na Organização Marítima Internacional (IMO) e procura aplicar ambições semelhantes às redes de navegação doméstica. Também expandirá projetos como o Juren Ae, um navio de carga à vela desenvolvido para a empresa de navegação das Ilhas Marshall, para servir comunidades em atóis remotos.

Navio de carga à vela SV Juren Ae das Ilhas Marshall

As nações insulares do Pacífico enfrentam um dos desafios de navegação mais severos do mundo. As suas frotas são pequenas, antigas e de manutenção dispendiosa, com rotas longas e frequentemente não economicamente viáveis. Por exemplo, o custo de uma viagem entre ilhas exteriores pode ser superior ao de uma rota costeira na Austrália, e os navios têm frequentemente décadas de uso. A PBSP, através da cooperação regional institucionalizada, reúne recursos para modernizar a frota, atrair financiamento climático e construir infraestrutura partilhada. O plano foca-se em navios demonstrativos de baixo carbono, refletindo a liderança do Pacífico na IMO e aplicando-a às redes de navegação doméstica com os custos e emissões mais elevados.

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