De acordo com pt.wedoany.com-Os ministros de sete nações insulares do Pacífico — Fiji, Estados Federados da Micronésia, Kiribati, Nauru, Ilhas Marshall, Tuvalu e Vanuatu — assinaram a Carta da Parceria para a Navegação Azul no Pacífico (PBSP), comprometendo-se a uma reforma abrangente do setor de navegação doméstica na Oceânia. A parceria foi formalmente estabelecida durante a primeira reunião do Conselho Ministerial da PBSP, realizada em Majuro, e espera-se que Palau e Tonga também adiram.
A sede da PBSP será em Majuro, nas Ilhas Marshall, e o Ministro dos Transportes das Ilhas Marshall, Hilton Kendall, foi eleito como o primeiro presidente. Kendall descreveu a assinatura como "um momento histórico para a cooperação no Pacífico" e afirmou que a carta transforma uma visão comum numa instituição permanente para impulsionar a transição para um transporte marítimo mais limpo, resiliente e económico.
O estabelecimento desta parceria visa enfrentar os desafios de longa data enfrentados pela navegação doméstica na região do Pacífico. Navios antigos operam algumas das rotas insulares mais longas e caras do mundo. Uma das suas principais prioridades será candidatar-se ao Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund) para apoiar uma frota demonstrativa de navios movidos a velas de baixo carbono, ao mesmo tempo que investe em instalações de manutenção marítima, programas de formação e capacitação institucional.
A iniciativa baseia-se na liderança climática demonstrada pelas nações do Pacífico na Organização Marítima Internacional (IMO) e procura aplicar ambições semelhantes às redes de navegação doméstica. Também expandirá projetos como o Juren Ae, um navio de carga à vela desenvolvido para a empresa de navegação das Ilhas Marshall, para servir comunidades em atóis remotos.

As nações insulares do Pacífico enfrentam um dos desafios de navegação mais severos do mundo. As suas frotas são pequenas, antigas e de manutenção dispendiosa, com rotas longas e frequentemente não economicamente viáveis. Por exemplo, o custo de uma viagem entre ilhas exteriores pode ser superior ao de uma rota costeira na Austrália, e os navios têm frequentemente décadas de uso. A PBSP, através da cooperação regional institucionalizada, reúne recursos para modernizar a frota, atrair financiamento climático e construir infraestrutura partilhada. O plano foca-se em navios demonstrativos de baixo carbono, refletindo a liderança do Pacífico na IMO e aplicando-a às redes de navegação doméstica com os custos e emissões mais elevados.
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