Descoberta na Universidade de Stanford: inibição da enzima 15-PGDH pode reparar cartilagem articular
2026-06-24 10:28
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De acordo com pt.wedoany.com-Pesquisadores da Universidade de Stanford (Stanford University) promoveram a reparação da cartilagem articular em experimentos com animais ao inibir a atividade da enzima 15-PGDH. Os resultados foram publicados na revista Science. Esta descoberta oferece uma nova abordagem para o tratamento da osteoartrite, diferente das opções atuais.

A inibição da 15-PGDH leva à regeneração da cartilagem através da alteração da expressão genética e da composição celular, promovendo a transição de cartilagem fibrosa para cartilagem hialina

A capacidade de autorreparação da cartilagem articular é extremamente limitada, o que faz com que a osteoartrite, que afeta centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, seja considerada uma doença incurável a longo prazo. Os tratamentos atuais limitam-se principalmente a aliviar a dor, retardar a progressão da doença ou realizar substituição articular em estágios terminais. A equipa de investigação concentrou-se na enzima 15-PGDH, que está envolvida na degradação de moléculas sinalizadoras relacionadas com a reparação tecidual, como as prostaglandinas. Observaram que os níveis desta enzima na cartilagem articular aumentam com a idade, sugerindo que pode limitar a capacidade regenerativa da cartilagem.

Para testar a hipótese, os investigadores bloquearam a atividade da 15-PGDH em ratos idosos. Os resultados mostraram um aumento da espessura da cartilagem articular e uma melhoria da estrutura tecidual nos animais experimentais. Num modelo de osteoartrite pós-traumática, esta intervenção também protegeu as articulações de danos adicionais, e os sinais de dor nos animais foram reduzidos.

A análise do mecanismo de ação revelou que o bloqueio da atividade enzimática não ocorre através de vias de células estaminais, mas sim altera o comportamento dos condrócitos (células da cartilagem) existentes. O número de células características do tecido danificado diminuiu, sendo substituídas por células que sintetizam ativamente componentes saudáveis da cartilagem. A equipa de investigação descreveu este processo como um "rejuvenescimento" do programa celular.

Atualmente, a investigação ainda se encontra na fase de experimentação animal, e há um longo caminho até ao desenvolvimento de um novo medicamento. Ainda não se sabe se este efeito pode ser mantido a longo prazo, nem se a inibição contínua da 15-PGDH pode causar efeitos secundários. No entanto, o estudo tem atraído a atenção da comunidade académica por tentar restaurar a capacidade de autorreparação da cartilagem articular, em vez de apenas combater os sintomas. Se os resultados puderem ser replicados em humanos, poderá surgir uma nova terapia que não só retarde a destruição articular, mas também ajude a reparar a articulação.

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