De acordo com pt.wedoany.com-O governo mexicano alocará 20 bilhões de pesos (US$ 1,147 bilhão) em seu mandato de seis anos para limpar e restaurar os três rios mais poluídos do país: Atoyac, Lerma-Santiago e Tula. A presidente Claudia Sheinbaum afirmou, em coletiva de imprensa em 16 de julho, que entre 2025 e 2026 já foram investidos quase 2,5 bilhões de pesos (US$ 143 milhões).

Os três rios, com extensão total de leito de 1.713 km, beneficiam 25,9 milhões de habitantes nos estados do México, Querétaro, Guanajuato, Michoacán, Jalisco, Nayarit, Hidalgo, Tlaxcala e Puebla. Segundo a secretária do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Alicia Bárcena, o rio Lerma-Santiago tem 1.360 km, o Tula 191 km e o Atoyac 162 km. O projeto prioriza a transição de "infraestrutura cinza" para soluções baseadas na natureza e coordena ações conjuntas da Comissão Nacional de Água (Conagua), Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas (Conanp), Comissão Nacional Florestal (Conafor) e Procuradoria Federal de Proteção ao Meio Ambiente (Profepa). A avaliação detectou 3.202 pontos de descarga de poluentes, 479 pontos de descarte ilegal, 460 indústrias potencialmente poluidoras e 22% das terras em risco de desmatamento.
Entre 2025 e 2026, o investimento na área ambiental é de 2,046 bilhões de pesos (US$ 117 milhões), distribuídos em 93 projetos em 61 municípios de 10 estados, com obras divididas em quatro objetivos: melhoria da qualidade da água, restauração de ecossistemas, controle de enchentes e reconstrução da conexão social entre as pessoas e os rios.
No rio Atoyac, o primeiro trecho de 63 km está 85% concluído, incluindo quatro estações de tratamento, 40 km de tubulações de captação e 12 km de tubulações de reúso agrícola. O diretor da Conagua, Efraín Morales, afirmou que 110 pontos de descarte de lixo foram eliminados e 371 pontos de descarga de esgoto foram regularizados.
O primeiro trecho de 74 km do rio Tula está 62% concluído. As obras incluem a remoção de 110 mil metros cúbicos de aguapé da barragem de Endhó e a reforma da estação de tratamento da Comissão Federal de Eletricidade (CFE). Morales também destacou o trabalho de fumigação contra mosquitos Culex nas comunidades ribeirinhas.
O rio Lerma-Santiago lidera o progresso, com o primeiro trecho de 65 km 90% concluído, incluindo seis estações de tratamento, painéis solares de reserva para outras sete estações e 26 km de tubulações de captação.
O plano também se estende a outros cursos d'água. Em Tijuana, com investimento total de 3,404 bilhões de pesos (US$ 195 milhões, sendo 84% federais e 16% estaduais), 44% das obras estão concluídas, com oito projetos em andamento, incluindo sistemas de esgoto nas estações de tratamento Arturo Herrera e La Morita. Em Nogales, Sonora, foram investidos 775 milhões de pesos (US$ 44 milhões) na construção de uma estação de tratamento e na realocação de 13 km de tubulações de captação para evitar que efluentes poluídos entrem nos Estados Unidos. No rio Sonora, o investimento em 2026 é de 352,8 milhões de pesos (US$ 20 milhões) para estações de tratamento de água e sistemas de desinfecção.
Em relação à crise de água turva em Guadalajara, o projeto da barragem El Zapotillo recebeu investimento de 8,9 bilhões de pesos (US$ 511 milhões) para fornecer 3.000 litros de água por segundo à região metropolitana. A Conagua está colaborando com o governo de Jalisco para encontrar alternativas técnicas para o envelhecido aqueduto de Chapala.
Bárcena resumiu a avaliação diagnóstica ambiental: mais de 340 km percorridos a pé, amostragem em 322 pontos, 60 inspeções industriais detalhadas e monitoramento de 3.404 instalações industriais. O governo prevê que 10 novas estações de tratamento e 23 estações reformadas garantirão a restauração de longo prazo dos três rios prioritários.










