De acordo com pt.wedoany.com-A Navios South American Logistics movimentou 3,7 milhões de toneladas de carga no primeiro semestre deste ano por meio de seu terminal Nueva Palmira, volume praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, mas com uma mudança significativa na composição da carga: queda no volume de grãos afetado pela seca, aumento no minério de ferro e crescimento contínuo no segmento de líquidos. O diretor de operações da empresa, Wilder Schenck, em entrevista à Altamar News, detalhou a operação dos três terminais — grãos, minerais e líquidos.

O terminal de grãos processou 1,4 milhão de toneladas de carga entre janeiro e junho, cerca de 300 mil toneladas a menos em relação ao mesmo período do ano anterior. Schenck afirmou que o primeiro trimestre foi bom, mas o segundo trimestre absorveu toda a queda devido à redução da safra de soja causada pela seca, afetando tanto cargas de origem uruguaia quanto as provenientes da hidrovia Paraguai-Paraná.
O terminal de minerais movimentou 2,23 milhões de toneladas de minério de ferro no primeiro semestre, um aumento de aproximadamente 380 mil toneladas em relação ao ano anterior. O incremento compensou quase totalmente a contração no negócio de grãos, mantendo estável o volume total de operações da empresa. Schenck projeta que o minério de ferro fechará o ano em cerca de 4,2 milhões de toneladas, estável em relação a 2025.
O terminal de líquidos processou 50 mil metros cúbicos de carga, principalmente óleo de soja e combustíveis, um volume ainda relativamente pequeno, mas com crescimento de quase 60% em relação ao mesmo período do ano anterior. Impulsionado pelo início de um novo serviço de fornecimento de diesel marítimo, o setor tem perspectivas positivas para o segundo semestre.
Em infraestrutura, dois novos terminais especializados estão em fase final: um para abastecimento de combustível (búnker) a rebocadores de bandeira estrangeira e outro para operações de carga líquida por meio de barcaças, com previsão de plena operação até o final de agosto. As novas instalações têm profundidade de 4,5 metros, podem operar com as barcaças dos tipos Jumbo e Mississippi, as mais utilizadas na hidrovia Paraguai-Paraná, e contam com equipamentos especializados, como tubulações, válvulas e medidores, além de conexão com o parque de tanques do complexo para aumentar a eficiência operacional. O transporte de grãos continuará sendo influenciado pela safra da temporada anterior.










