O presidente francês Emmanuel Macron assinou uma nova lei que visa aliviar parcialmente os encargos regulatórios dos agricultores e reduzir o impacto da agenda verde na agricultura. No entanto, a lei deixa claro que a proibição do uso do tiametoxam, tóxico para abelhas e outros insetos, permanece em vigor.
A “Lei Diplôme”, nomeada em homenagem ao político de direita Laurent Diplôme, provocou fortes protestos públicos na França. Agricultores e políticos de direita pedem o afrouxamento das regulamentações, enquanto o partido verde e a esquerda enfatizam a proteção ambiental. No início de agosto, o Conselho Constitucional francês declarou ilegal a cláusula que permitia o uso de neonicotinóides como o tiametoxam. Segundo o jornal Le Monde, essa substância está proibida na França desde 2018, mas continua legal a nível da União Europeia.
Macron apoiou a decisão do Conselho Constitucional e aprovou rapidamente a nova lei, sem necessidade de mais debates no parlamento. No entanto, os agricultores expressaram insatisfação, considerando os pesticidas como condição necessária para manter a competitividade agrícola.
A nova lei facilitará a construção de reservatórios de irrigação e a criação ou expansão de fazendas de criação, ao mesmo tempo que simplifica os procedimentos e processos de certificação da produção agrícola. Segundo a agência de notícias russa TASS, os agricultores franceses já haviam solicitado a adoção de novos padrões durante os grandes protestos em 2023 e 2024.









