O primeiro-ministro da Etiópia anunciou recentemente que o governo está procurando parceiros de financiamento e tecnologia para projetos de mineração de Bitcoin. Esta iniciativa faz parte do plano "Etiópia Digital 2030", que visa atrair investimentos especializados através de uma empresa estatal de investimentos, gerando receitas diretamente para o país.
A Etiópia possui abundantes recursos hidrelétricos. Sua Grande Barragem do Renascimento Etíope tem uma capacidade de geração superior a 6.000 megawatts, mas a rede elétrica atualmente só consegue absorver menos da metade dessa energia. A empresa de energia do país opera usinas com uma capacidade total instalada superior a 7.900 megawatts e, anteriormente, obteve receitas de mineração de US$ 55 milhões em 10 meses, fornecendo energia para 25 empresas de mineração. Atualmente, a África representa cerca de 3% do hashrate global do Bitcoin, sendo que a Etiópia contribui com aproximadamente 2,5% disso.
Embora a Etiópia tenha suspenso a emissão de novas licenças de mineração no ano passado, alegando que sua empresa estatal de energia havia atingido o limite para atender à nova demanda, esta busca ativa por parceiros de investimento pelas autoridades demonstra a intenção estratégica do país de continuar desenvolvendo a indústria de criptomoedas e aproveitar o excedente de energia.









