Em janeiro de 2026, a The Metals Co. (TMC), com sede em Vancouver, Canadá, apresentou um pedido de licença internacional para mineração no leito marinho, com base nas novas regulamentações emitidas pelos EUA esta semana, tornando-se a primeira empresa a buscar aprovação dos EUA sob este processo simplificado. A empresa planeja operar na Zona Clarion-Clipperton, no Oceano Pacífico, uma área estimada em conter cerca de 800 milhões de toneladas métricas de nódulos polimetálicos ricos em níquel, cobre, cobalto e manganês. Este pedido marca um novo passo no campo da mineração em alto-mar, que fornece minerais críticos para a transição energética, no contexto das novas regras dos EUA.
De acordo com as novas diretrizes emitidas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) do Departamento de Comércio dos EUA, o processo de licenciamento foi consolidado em uma única revisão, visando reduzir o tempo de aprovação. Gerard Barron, CEO da The Metals Co., afirmou que as novas regras pavimentam o caminho para acelerar o licenciamento e alcançar a produção comercial mais cedo. A empresa espera obter a licença até o final deste ano e vender os metais extraídos para a Glencore, com quem já possui acordos firmados. A TMC enfatiza que o desenvolvimento de recursos minerais do leito marinho ajuda a reduzir a dependência de grandes operações de mineração em terra.
Atualmente, o debate sobre o impacto ambiental da mineração em alto-mar persiste há décadas, com organizações ambientalistas alertando que pode levar a perdas irreversíveis de biodiversidade e pedindo a proibição da atividade. A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA), órgão das Nações Unidas, tem trabalhado no desenvolvimento de padrões internacionais para mineração. De acordo com o direito internacional, qualquer país pode permitir a mineração em alto-mar em suas águas territoriais (geralmente dentro de cerca de 200 milhas náuticas da costa). O pedido da TMC traz novamente para o foco as perspectivas comerciais da mineração em alto-mar e a questão global da proteção ambiental, sendo seu progresso e as reações subsequentes da comunidade internacional intimamente relacionados.









