A argamassa de assentamento, como material de ligação entre tijolos, blocos ou pedras na construção, tem um impacto direto na resistência, estabilidade e durabilidade do sistema construtivo. Uma seleção inadequada pode levar a patologias como fissuras, descolamentos ou humidade, afetando o desempenho da parede. A instituição espanhola Anfapa forneceu pontos-chave para esta seleção.

A seleção da argamassa de assentamento deve basear-se em normas técnicas, considerando fatores como o tipo de alvenaria, as condições ambientais de exposição e os requisitos mecânicos. É essencial garantir a compatibilidade entre a argamassa e as unidades de alvenaria, evitando diferenças de rigidez que possam gerar tensões internas. Um critério fundamental é a relação de resistências, recomendando-se que a resistência à compressão da argamassa não exceda 75% da resistência do elemento, para prevenir concentrações de tensão e fissuração.
Na prática atual, as argamassas industriais tornaram-se a solução preferencial, por oferecerem desempenho controlado e rastreabilidade normativa. A definição correta da argamassa de assentamento deve basear-se em normas como a UNE-EN 998-2, UNE-EN 998-1 e CTE DB HS-1, que especificam parâmetros de resistência mecânica, absorção de água e durabilidade.
Do ponto de vista técnico, as argamassas são classificadas pela sua resistência à compressão, designada por M-X. Em alvenarias aparentes, a absorção capilar é um parâmetro crucial, influenciando o comportamento face à humidade; em alvenarias armadas, o teor de iões cloreto deve ser controlado abaixo de 0,1% para prevenir a corrosão das armaduras.
A seleção correta da argamassa de assentamento influencia diretamente a vida útil do edifício, afetando a resistência estrutural, a durabilidade e a manutenção. Num contexto onde a qualidade da construção é prioritária, a especificação técnica da argamassa torna-se uma decisão crucial, especialmente para sistemas de alvenaria em ambientes severos.









