Shell: Grandes descobertas no pré-sal brasileiro estão concluídas, mas há oportunidades em recuperação avançada e exploração de áreas adjacentes
2026-05-21 18:23
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De acordo com pt.wedoany.com-O presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, avaliou, durante a conferência Argus Rio Crude, que os campos do pré-sal brasileiro estão se aproximando do pico de produção, mas ainda existem oportunidades para aumentar o fator de recuperação dos campos existentes e desenvolver blocos adjacentes dentro da área do polígono.

O executivo afirmou, no evento realizado em 19 de maio, no Rio de Janeiro, que a fase de grandes descobertas terminou, mas o aumento do fator de recuperação e a exploração de áreas adjacentes (near-field exploration) ainda oferecem muitas oportunidades. A Shell já se comunicou com o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com o desejo de incluir essas novas áreas em futuros leilões. Em sua visão, a vantagem dessas regiões é a existência de infraestrutura nas proximidades, o que acelera a extração das reservas existentes e aumenta a competitividade de novos projetos.

Enquanto novas áreas do pré-sal ainda não entraram em fase de licitação, a Shell está desenvolvendo a região de Sul de Santos. Localizada sob a Bacia de Santos, esta área é operada pela Shell. Costa revelou que a Shell perfurará um poço exploratório no próximo ano, e a região apresenta boas perspectivas. Ele destacou que os projetos no pré-sal têm custos de desenvolvimento elevados, mas, uma vez em produção, o custo unitário de produção é competitivo.

Além do aumento do fator de recuperação e do desenvolvimento de ativos adjacentes, Costa apontou que a abertura de novas fronteiras, como a Bacia da Foz do Amazonas, a Bacia de Sergipe-Alagoas e o Sul do Brasil, também são caminhos para manter a produção de petróleo. Em 2023, a Shell arrematou 26 blocos em um consórcio operado pela Petrobras. Cristiano afirmou que ainda não há planos de perfuração na região, e estudos sísmicos estão em andamento.

O Brasil se tornou o maior mercado produtor de petróleo para o grupo Shell. A Shell atingiu recentemente no Brasil a marca de 500 mil barris de óleo equivalente por dia, com um crescimento de produção de cerca de 25% nos últimos quatro a cinco anos.

Ao abordar os riscos do mercado brasileiro, Costa reconheceu a estabilidade institucional e regulatória do país, mas também apontou que a recente imposição de imposto de exportação sobre o petróleo e a inclusão do petróleo no imposto seletivo da reforma tributária se tornaram pontos de atenção para o mercado. Ele afirmou que a carga tributária brasileira já é elevada, enquanto outros países estão oferecendo condições fiscais mais competitivas, levando o fluxo de capital para Namíbia, Argentina, Suriname e Guiana. Além disso, mencionou que o processo de licenciamento no país é mais lento e menos competitivo em comparação com outras regiões, o que gera custos financeiros relacionados ao custo de capital dos projetos.

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