De acordo com pt.wedoany.com-O Instituto Livre Mercado calcula que, com a alta do petróleo impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, o governo federal brasileiro arrecadará R$ 127 bilhões em impostos sobre a cadeia produtiva de petróleo e gás natural. Esse total abrange os tributos já incidentes sobre a produção e exportação de petróleo, somados ao imposto de exportação de 12% estabelecido por Medida Provisória (MP).
O coordenador de Infraestrutura e Energia do instituto, Guilherme Lima, afirmou em entrevista ao "Diálogo da Transição" do "Energy Summit 2026", no Rio de Janeiro, que o setor de petróleo e gás estava em um ambiente de alíquota zero e, em seguida, enfrentou uma alíquota de 12%, gerando R$ 127 bilhões para o governo. Ele criticou a medida provisória, afirmando que o governo está tentando resolver problemas antigos com soluções antigas, e que o imposto de exportação não funciona, nunca resolveu problemas. Lima fez essas declarações ao Eixos Studio na quinta-feira (25 de junho).
Segundo Lima, considerando uma média de US$ 103 por barril, apenas com os tributos da cadeia existente, o governo arrecadaria R$ 74 bilhões; com o imposto de exportação de 12%, o total aumentaria em mais R$ 56 bilhões. Ele criticou o modelo de Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), defendendo que o governo deveria utilizar a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para realizar contratações em ambiente de livre concorrência, caso contrário, gerará uma conta de bilhões de reais para os brasileiros.
O representante do Instituto Livre Mercado defendeu o desenvolvimento da nova fronteira da Margem Equatorial para evitar que o Brasil se torne importador de petróleo a partir de 2033 (quando a produção do pré-sal atingir o pico). Lima alertou que, sem o desenvolvimento dessa nova fronteira, o Brasil pode enfrentar dificuldades em sete anos, citando o exemplo da Guiana, que já explora petróleo na região. O especialista em infraestrutura e energia do instituto, Pedro Henrique Silva, considera que a recentemente aprovada Lei Geral de Licenciamento Ambiental é um avanço para impulsionar projetos estratégicos.
Lima descreveu o setor elétrico brasileiro como "doente", com problemas de reserva de mercado, subsídios cruzados e ineficiência. Silva apoia o Regime Especial para Data Centers (Redata) como marco regulatório do setor, mas alerta que a política não deve criar reserva de mercado ou subsídios cruzados. Lima avaliou o leilão de baterias, marcado para dezembro, como um "sinal de mercado" positivo, embora discorde da modelagem adotada pelo governo. Ele concluiu que, com o leilão, o governo sinaliza que o Brasil precisa dessa tecnologia; ao atrair esses investimentos, talvez em 10 anos seja possível abandonar esse modelo de leilão e migrar para um modelo de comercialização em plena concorrência.














