NHAI da Índia concede 3.124 km de rodovias no ano fiscal de 2026, menor nível em sete anos
2026-07-04 10:16
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De acordo com pt.wedoany.com-A Agência Nacional de Rodovias da Índia (NHAI) registrou o menor volume de concessões de rodovias em sete anos no ano fiscal encerrado em março de 2026 (AF2026), sinalizando uma desaceleração significativa na construção de estradas no país. Dados da Nuvama Institutional Equities mostram que a NHAI concedeu contratos para 3.124 km de projetos rodoviários no AF2026, no valor de Rs 423 bilhões (Rs 423 bn), acima dos 2.170 km (no valor de Rs 470 bilhões) do AF2025, mas muito abaixo do pico de 6.300 km e quase Rs 1,3 trilhão (Rs 1,3 tn) registrado no AF2023.

Concessões da NHAI caem para mínima de sete anos, com foco no pagamento de dívidas

Incluindo projetos estaduais, o volume total de concessões da NHAI e do Ministério de Transportes Rodoviários e Rodovias (MoRTH) no AF2026 foi de 7.000 km, abaixo dos 7.538 km do AF2025, uma queda de 7% em relação ao ano anterior, e ainda inferior aos mais de 12.000 km registrados no biênio 2022-23. O relatório aponta que os atrasos contínuos na aquisição de terrenos são o principal fator de impacto, com o progresso ficando aquém dos processos de aprovação. No geral, o volume total de construção de rodovias no AF2026 caiu 12% em relação ao ano anterior, após já ter registrado uma queda de 14% no AF2025.

A desaceleração da construção teve um impacto estrutural em cadeias de suprimentos relacionadas, como veículos comerciais e equipamentos de engenharia. A Nuvama analisa que a participação das incorporadoras de capital aberto nos pedidos concedidos pela NHAI continua diminuindo, caindo de cerca de 61% no biênio 2016-18 para 31% no biênio 2019-21, e recuando ainda mais para 25% no biênio 2022-25, mantendo-se em 25% no AF2026. Enquanto isso, empresas menores de capital fechado conquistaram uma parcela maior das obras, reduzindo a visibilidade de receita das incorporadoras de capital aberto.

No AF2026, os gastos de capital da NHAI permaneceram praticamente estáveis em Rs 2,4 trilhões (Rs 2,4 tn), mas sua produção de construção caiu cerca de 5% para 5.313 km, indicando uma redistribuição no uso dos recursos. A monetização de ativos arrecadou cerca de Rs 283 bilhões no AF2026, ligeiramente abaixo do período anterior, com a maior parte dos recursos sendo usada para pagamento de dívidas. A relação dívida/patrimônio líquido da agência caiu para 0,17 vez.

O relatório considera que, devido às perspectivas baixas para os gastos com rodovias no AF2027 e à prioridade da NHAI em desalavancagem em vez de expansão, é improvável uma recuperação no volume de concessões no curto prazo. A Nuvama recomenda que as incorporadoras de rodovias busquem diversificação em nichos de mercado, dada a incerteza em sua capacidade de obter novos pedidos com margens de lucro desejadas. A instituição mantém uma postura cautelosa em relação ao setor de rodovias como um todo, citando a fragilidade da carteira de projetos e seus potenciais efeitos em cadeia sobre setores relacionados.

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