Funcionários do TikTok em Berlim protestam contra demissões
2025-07-24 17:18
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Em 23 de julho, o sindicato alemão Verdi iniciou uma greve em Berlim contra a plataforma de vídeos TikTok. O principal motivo do protesto foi a decisão da empresa de encerrar o departamento de “Confiança e Segurança (Trust and Safety)” responsável pela moderação de conteúdo na região de língua alemã — cuja função é garantir que o conteúdo da plataforma esteja em conformidade com as normas e legislações vigentes.

Segundo o Verdi, o TikTok pretende substituir futuramente a moderação de conteúdo por inteligência artificial, além de terceirizar essas atividades para empresas externas. Essa decisão gerou grande insatisfação entre os funcionários, e o sindicato teme que cerca de 150 postos de trabalho em Berlim sejam eliminados.

O TikTok pertence à empresa chinesa de tecnologia ByteDance. O Verdi destacou que os funcionários em risco de demissão participaram, nos últimos meses, do treinamento dos sistemas de inteligência artificial que devem substituí-los. Em outras palavras, eles ensinaram as máquinas a fazer seu trabalho — e agora correm o risco de serem substituídos por elas.

Por isso, o Verdi apresentou duas reivindicações claras em nome dos funcionários: primeiro, o pagamento de uma indenização equivalente a três anos de salário para cada trabalhador demitido; segundo, a extensão do período de aviso prévio por mais 12 meses, a fim de proporcionar tempo suficiente para que os trabalhadores se adaptem às mudanças no mercado de trabalho.

A greve reflete não apenas a preocupação dos trabalhadores com o desemprego, mas também revela o impacto do avanço acelerado da inteligência artificial sobre empregos tradicionais — especialmente nas áreas sensíveis de moderação de conteúdo e supervisão ética.

Atualmente, a equipe de moderação de conteúdo do TikTok em Berlim enfrenta o risco de ser substituída por sistemas de inteligência artificial e serviços terceirizados, o que desencadeou o protesto. O sindicato Verdi exige compensações mais elevadas e um período de transição mais longo para os trabalhadores afetados. O caso evidencia que, à medida que as plataformas digitais buscam eficiência e automação, a proteção dos direitos dos trabalhadores torna-se uma questão inadiável.

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