A Wedoany.com apurou que os mercados asiáticos estão avançando mais rapidamente na monetização da Inteligência Artificial (IA) do que seus pares ocidentais, com a Índia e Singapura se destacando como líderes globais na transição do foco em redução de custos para geração de receita. Uma pesquisa com 3.500 tomadores de decisão de TI e executivos em nível global revela que 77% das empresas já reorientaram suas estratégias de IA para impulsionar crescimento e inovação, mas o otimismo e a aceitação da IA são significativamente maiores nos países asiáticos em comparação com outras regiões.

O estudo aponta que a Índia é o país mais proativo na adoção de uma estratégia de IA orientada para o crescimento, com 49,2% dos executivos prevendo que a IA gerará um aumento de receita superior a 15% nos próximos cinco anos, muito acima dos 28,8% da Alemanha e 20% da Austrália. Os líderes empresariais de Singapura apresentam o maior nível global de "FOMO de IA" (medo de ficar para trás), com 66% dos executivos sentindo pressão para adotar a IA rapidamente, seguidos de perto pela Índia com 62,8%. O surgimento dos Agentes de IA (Agentic AI) destaca ainda mais as diferenças regionais: 48,6% dos líderes na Índia a consideram uma prioridade máxima, Singapura ocupa o segundo lugar com 40,8%, enquanto na Austrália apenas 23,4% a veem assim.
O desenvolvimento da IA na Ásia está impactando positivamente o emprego, com 57,1% das organizações na Índia relatando um crescimento líquido de postos de trabalho através da colaboração humano-máquina. No nível do conselho, o cargo de Diretor de Inteligência Artificial (CAIO) tem a maior taxa de adoção na Índia, onde 72% dos CAIOs possuem orçamento independente e são responsáveis pelo retorno sobre o investimento (ROI). Shayan Mohanty, Diretor de IA da Thoughtworks, enfatiza: "O papel do CAIO evoluiu de experimental para estratégico central. Empresas de sucesso integram a IA ao núcleo do negócio, não como projetos periféricos." As diferenças no ambiente regulatório também influenciam a velocidade de adoção: apenas 9,6% dos líderes na Índia veem a regulamentação como um obstáculo principal, em contraste com 28% no Brasil.









